Quando alguém pensa em kombucha, é comum imaginar uma bebida gelada, com bolhas e leve efervescência.

Mas será que uma kombucha com pouco gás é inferior? A quantidade de bolhas indica qualidade? Toda kombucha precisa parecer um refrigerante?

Não.

A gaseificação é uma característica possível da kombucha, mas não é o único elemento que define o produto.

De onde vem o gás da kombucha?

Durante a fermentação, as leveduras podem produzir dióxido de carbono. Dependendo do processo, parte desse gás permanece na bebida e cria a efervescência.

A quantidade final pode variar de acordo com o tempo de fermentação, o tipo de embalagem, a temperatura, a realização ou não de uma segunda fermentação, os ingredientes adicionados, o espaço dentro da garrafa, as condições de armazenamento e o método de envase.

Algumas kombuchas também podem receber gaseificação controlada durante a produção.

O que é a segunda fermentação?

Depois da fermentação principal, algumas kombuchas passam por uma nova etapa já na garrafa ou em outro recipiente fechado.

Nessa fase, podem ser adicionados ingredientes como frutas, sucos, ervas ou especiarias. O ambiente fechado favorece a retenção do gás produzido, aumentando a efervescência.

Esse processo pode criar uma bebida mais próxima de refrigerantes ou espumantes leves.

Nem toda kombucha, porém, passa por essa etapa.

Mais gás significa mais fermentação?

Não necessariamente.

Uma bebida muito gaseificada pode ter passado por segunda fermentação, recebido gaseificação controlada ou ter sido armazenada em condições que aumentaram a pressão.

Da mesma forma, uma kombucha de longa fermentação pode apresentar pouca efervescência, dependendo de sua proposta e do processo de envase.

Por isso, não é correto usar a quantidade de gás como medida isolada de qualidade.

Kombucha sem gás ainda é kombucha?

Sim, desde que atenda às características e aos padrões aplicáveis à categoria.

A efervescência faz parte da experiência de muitas marcas, mas existem kombuchas mais gaseificadas, levemente gaseificadas ou praticamente sem gás. Também existem produtos concentrados, destinados ao consumo em doses ou desenvolvidos para uso em preparações.

Cada formato pode apresentar uma proposta diferente.

Por que o gás muda depois de abrir?

Ao abrir a garrafa, parte do dióxido de carbono escapa. Quanto mais vezes a embalagem é aberta, menor pode ser a percepção de efervescência.

Outros fatores também podem interferir nessa experiência, como temperatura, tempo de armazenamento, vedação da tampa, movimentação e volume restante dentro da garrafa.

Uma bebida muito gelada, por exemplo, costuma reter o gás de forma diferente de uma bebida em temperatura ambiente.

Agitar a garrafa aumenta o gás?

Não.

Agitar não cria gás novo. O movimento apenas favorece a liberação rápida do gás que já está presente no líquido.

Isso pode causar espuma e transbordamento quando a garrafa é aberta. Por esse motivo, kombuchas gaseificadas devem ser manuseadas com cuidado.

Evite agitar a garrafa, abrir imediatamente após um transporte intenso, deixar o produto exposto ao calor, apontar a tampa para o rosto ou realizar uma abertura brusca.

E a EnteroCare®?

A EnteroCare® é uma kombucha concentrada de longa fermentação, com proposta de consumo em doses de 50 ml.

Por isso, sua experiência sensorial não deve ser comparada apenas com kombuchas gaseificadas consumidas em grandes volumes.

O principal diferencial de sua proposta está em características como a fermentação de quatro a seis meses, o formato concentrado, o sabor marcante, 0,01% de açúcar residual, as sete doses em uma garrafa de 350 ml e a praticidade de consumo.

A presença de muita efervescência, portanto, não é o critério central para avaliar uma kombucha concentrada.

Posso misturar kombucha concentrada com água com gás?

Sim, quando essa forma de consumo estiver de acordo com a orientação do produto e com a preferência individual.

Uma dose de kombucha concentrada pode ser combinada com água com gás, gelo e uma fatia cítrica para criar uma bebida mais leve e efervescente.

Nesse caso, o gás vem principalmente da água adicionada, e não necessariamente da kombucha original.

Essa é uma forma de adaptar a experiência sem alterar o conteúdo dentro da embalagem.

Como escolher entre uma kombucha com ou sem gás?

A escolha depende da ocasião e da preferência de consumo.

Uma versão bastante gaseificada pode funcionar como bebida de acompanhamento em momentos sociais. Já uma versão concentrada pode ser mais adequada para quem prefere pequenas doses, sabor intenso, praticidade, uso em receitas, controle da quantidade e possibilidade de personalização.

Não existe um formato universalmente melhor.

As bolhas fazem parte da experiência, não de uma escala de qualidade

A gaseificação pode deixar a kombucha mais refrescante e divertida, mas não prova que a bebida seja superior.

Uma boa escolha depende de informações mais importantes, como ingredientes, porção, processo de produção, quantidade de açúcar, teor alcoólico, conservação, regularidade e proposta de consumo.

As bolhas podem fazer parte da experiência. Mas, sozinhas, não definem a qualidade de uma kombucha.